Porque eu invisto $16 mil por Mês Produzindo Conteúdos que o Google não Ranqueia

neil patel content strategy

Quando você faz uma busca no Google, o que você vê?

Listas de sites, talvez uma resposta à sua pergunta, algumas imagens, alguns anúncios que normalmente você ignora, e até alguns produtos que você pode comprar. 

Existem milhares de tipos diferentes de conteúdo disponíveis quando se faz uma busca no Google.

Mas qual é a forma de conteúdo que praticamente não se vê no Google?

Na verdade, dois tipos de conteúdo.

São conteúdos em vídeo e em áudio.

Toda vez que se faz uma busca no Google, é raro encontrar arquivos de áudio ou vídeo em posições altas na primeira página.

Então a pergunta que eu ouço o tempo todo é: por que eu gastaria $16.302 por mês em conteúdo em áudio e vídeo para o Google não ranqueá-lo?

Mas, antes de eu responder, vamos dar uma olhada nos números.

Você provavelmente vai começar achando que eu sou maluco, mas espero que tudo faça sentido no final. 😉

Quanto eu gasto em conteúdo?

Vamos detalhar rapidamente minhas despesas com conteúdo.

Eu gastei $2.144 no mês passado com o meu podcast, Marketing School (horas de estúdio, edição, apresentação, além de alguns experimentos com anúncios no podcast).

E eu gastei $14.158 no mês passado com a minha série de vídeos, Neil Knowledge, para produzir conteúdo educativo de marketing para vocês (horas de estúdio, edição, serviços de otimização e experimentos com anúncios no vídeo).

Em relação a conteúdo em texto, eu gastei $0 mês passado. Tecnicamente, o conteúdo é gratuito porque sou eu que escrevo.

Agora vamos dar uma olhada em quanto de conteúdo eu crio todo mês…

Quanto conteúdo eu crio?

Meu podcast é diário.

Todo santo dia…  Até feriados.

Isso significa que eu lanço basicamente 30 episódios por mês. Cada episódio tem por volta de 5 minutos, o que corresponde a uma média de 180 minutos de conteúdo em áudio por mês.

Quanto aos vídeos, eu tento manter uma duração de mais ou menos 6 minutos, e subo vídeos novos todas as terças, quintas e sábados.

Produzo doze vídeos por mês, por volta de 72 minutos desse tipo de conteúdo.

Quanto a posts no blog, eu escrevo um por semana. Eu tento manter uma média de 2.000 palavras por post (o tamanho médio de um post que ranqueia na primeira página do Google é de 1.890 palavras), e meus posts demoram 4 minutos para serem lidos.

Isso significa que eu produzo mais ou menos 16 minutos de conteúdo em texto por mês.

Agora vamos ver quanto tempo eu gasto criando cada tipo de conteúdo.

Quanto tempo eu gasto com marketing de conteúdo?

Eu gravo meu podcast em levas.

Normalmente a gente grava 20 episódios de cada vez.

Eu levo por volta de meia hora para chegar no estúdio e 50 minutos para voltar pra casa. Eu não faço ideia por que, mas a volta para casa sempre demora mais…

E embora cada episódio dure 5 minutos, a gente demora mais ou menos uma hora para definir uma lista com 20 ideias de assuntos e 3 horas para gravar todos eles (contando o tempo de preparação do equipamento).

Em geral, para produzir meus 30 episódios mensais, eu gasto 465 minutos ou 7,75 horas.

Quanto aos vídeos, eu levo 45 minutos para chegar no estúdio e outros 45 para voltar para casa. Eu geralmente consigo gravar um mês inteiro de vídeos em uma sessão (12 videos).

Eu demoro uma hora para desenvolver as ideias e assuntos dos vídeos.

E quanto ao tempo de estúdio, eu consigo terminar de gravar em 2,5 horas (eu não roteirizo nada, e normalmente faço tudo em um único take).

Então, para criar 12 vídeos por mês eu preciso de mais ou menos 5 horas.

Por último, mas não menos importante, eu demoro no máximo duas horas para escrever um post para o blog.

Desde a concepção da ideia até escrever tudo e colocar no WordPress (eu escrevo no Microsoft Word). Isso quer dizer que eu gasto 8 horas por mês com o blog, levando em consideração que eu escrevo um post por semana.

Então, recapitulando, veja quanto tempo eu gasto para produzir cada tipo de conteúdo:

  • Podcasts – 7,75 horas por mês
  • Vídeos – 5 horas por mês
  • Blog posts – 8 horas por mês

Veja agora quanto tráfego cada tipo de conteúdo recebe do Google:

Que tipo de conteúdo o Google prefere?

Se você olhar a imagem abaixo, vai ver que eu tenho 785.991 visitantes da busca orgânica do Google no último mês.

neil patel search traffic

Você consegue chutar que porção desse tráfego de busca veio do conteúdo em áudio ou vídeo?

Nada mais, nada menos que… ZERO

Bom, tecnicamente eu bloqueei o monitoramento do Google nos meus arquivos de áudio e vídeo. Mas nem sempre foi assim. Eu tinha uma página só para o meu podcast no NeilPatel.com, e ela gerava 32.670 visualizações de página por mês.

podcast traffic

Mas dessas visualizações, só 5.386 vinham do Google.

podcast search

Eu tentei de tudo.

Desde transcrever cada episódio do podcast a gerar compartilhamentos nas redes sociais, passando por escrever uma sinopse original para cada episódio. Eu até construí links para alguns dos episódios.

Não importava o que eu fizesse, eu não conseguia um ranking bom para o meu podcast.

E o problema também não era com o conteúdo!

O Marketing School tem avaliações maravilhosas no iTunes e o tempo médio no site para um visitante que encontrou o podcast no Google era de 2 minutos e 26 segundos, o que você pode ver na captura de tela acima.

Até minha taxa de abandono era só de 18.44%. Isso só mostra que as pessoas não tinham problemas com o conteúdo.

Agora, vamos dar uma olhada nas métricas da minha página de vídeo antiga, que não existe mais:

video traffic

Como você pode ver, meus vídeos vinham gerando 66.910 visualizações de página por mês. Isso com um tempo médio de 3 minutos e 17 segundos na página e uma taxa de abandono de apenas 15,47%.

Agora se você vir o tráfego em vídeo que eu gerei a partir do Google, os números não eram tão ruins quanto os do podcast.

video search traffic

Eu gerei 12.261 visualizações de páginas para os meus vídeos pelo Google e esses usuários tiveram um tempo médio de 2 minutos e 32 segundos na página. A taxa de abandono era de 20,91%, o que não é nada mal.

Só que com os vídeos eu fiz uma coisa um pouco diferente em relação ao podcast.

Eu permiti que os usuários comentassem. Isso ajuda a criar conteúdo mais autêntico.

Os vídeos também tinham mais facilidade de gerar compartilhamentos nas redes sociais, com 72 compartilhamentos a mais do que o conteúdo em áudio.

Não me entenda mal. Eu sei que mais 5.386 e 12.261 visualizações de página por mês não é uma coisa ruim.

Mas, em comparação com as 2.916.724 visualizações de página que meu blog gerou no mês passado, esses números são insignificantes.

Foi por isso que eu bloqueei o Google de indexar essas páginas, e agora eu não tenho nenhum visitante de buscas para o meu conteúdo em áudio e vídeo.

Se você quer saber por que eu estou dispensando esse tráfego extra, é que a minha abordagem com SEO é permitir que o Google indexe o tipo de conteúdo que ele realmente gosta.

E o conteúdo com o qual o Google não se importa, eu bloqueio, porque não quero meu site diluído aos olhos do Google.

Agora que deu para entender como podcasts e vídeos geram menos tráfego de busca, você deve estar se perguntando por que eu gasto tanto tempo criando esse tipo de conteúdo.

Por que Neil, por quê?

A razão pela qual eu gasto tanto tempo e dinheiro desenvolvendo podcasts e vídeos é que o conteúdo em texto não cria uma conexão emocional forte entre você (ou sua marca) e seus visitantes.

Por mais que o Google não tenha o trabalho de ranquear arquivos de áudio e vídeo tão alto, esses dois tipos de conteúdo vão te ajudar a criar uma conexão com o seu público.

Só para te dar uma ideia, conteúdo em vídeo aumenta a intenção de compra em 97% e associação com a marca em 139%.

Isso é muita coisa!

Além disso, o fato de o Google não gostar de conteúdo em áudio e vídeo não significa que você não possa gerar tráfego de outras formas.

Veja as métricas do meu podcast no mês passado.

libsyn stats

Eu sei que o Libsyn está mostrando 681.972 exibições, mas está errado. Eu duvido que o número verdadeiro seja tão alto, e o Libsyn não relata o engajamento de cada usuário.

Além disso, eu não sei quantas exibições únicas eu estou gerando, porque eu imagino que muitos de vocês ouçam vários episódios por mês.

Em relação aos vídeos, as métricas são ainda melhores.

Antes de mais nada, eu domino o YouTube quando se trata de rankings de busca.

Eu sou o nº 1 do ranking para termos como “SEO”.

youtube rankings

Eu também gerei mais de 1.804.705 minutos assistidos e 958.274 visualizações no mês de maio.

youtube stats

E essas métricas são só do YouTube.

Quando você se aprofunda nas métricas, você pode ver que eu estou gerando entre 3.000 e 4.500 visitas diárias só pela busca do YouTube.

youtube search

E eu não estou indo bem só com meus vídeos do YouTube.

O Facebook também funciona muito bem para mim, e eu estou arrasando no LinkedIn.

facebook stats

linkedin stats

O Facebook e o LinkedIn contam as visualizações de vídeo de forma diferente do YouTube. Eles fazem autoplay dos vídeos, o que faz os números subirem muito, enquanto o YouTube não computa uma visualização se o vídeo tiver sido visto apenas por 1 second.

Seja como for, eu estou gerando enormes consciência de marca e confiança, as quais eu não conseguiria construir se eu me limitasse a conteúdo em texto.

Conclusão

Quando eu comecei minha carreira no marketing, dava para construir um negócio só a partir do tráfego do Google.

Sério, essa era a principal maneira de se gerar tráfego, leads e vendas, porque sites como o Facebook e o YouTube não existiam.

Hoje em dia, não só esses sites existem, mas se tornou ainda mais fácil criar negócios online. Isso significa que tem mais concorrência para você, o que torna mais difícil divulgar seu negócio.

Mas o que não te dizem é o seguinte… Embora o marketing venha se tornando mais competitivo, ele está ao mesmo tempo se tornando mais fácil.

Sim, tem mais gente usando a Internet, mas não é disso que eu estou falando…

Sites como Facebook, YouTube e LinkedIn estão competindo pela sua visão, o que beneficia os profissionais de marketing.

O que eu quero dizer é o seguinte… Tanto o Facebook quanto o LinkedIn querem um pedaço da fatia de mercado do YouTube.

Então, para fazer você subir mais vídeos nessas plataformas, eles precisam te incentivar enquanto criador de conteúdo.

O que eles fazem, então?

Eles adaptam seus algoritmos para dar mais preferência (ou visualizações) a vídeos, de modo a estimular os criadores a subir mais conteúdo.

Isso não vai ser assim para sempre, mas você precisa tirar vantagem disso enquanto durar.

Como profissional de marketing, você tem que olhar quais empresas estão brigando pela sua atenção. Atualmente, a maioria das redes sociais estão, porque a concorrência entre elas é acirrada.

Fique sempre de olho em quem está competindo pela sua atenção porque é aí que você vai ter mais ganhos.

Além disso, todos nós sabemos que é mais fácil criar conteúdo em texto do que em vídeo ou áudio.

Isso significa que você vai ter mais concorrência no Google do que em plataformas que dão preferência a áudio e vídeo.

Isso não quer dizer que você não tem mais desculpa para começar um podcast ou vídeos… Você tem um smartphone, então tire-o do bolso, comece a filmar e coloque o vídeo na internet.

Quando você começar a criar conteúdo em áudio e vídeo, você precisa ter em mente que não se torna essas estratégias populares da mesma maneira que com o conteúdo em texto.

Esse post aqui detalha como tirar vantagem do YouTube, e esse artigo explica como tornar seu podcast conhecido.

Por fim, se eu ainda não tiver te convencido a criar mais arquivos em áudio e vídeo, aqui vão pelo menos 3 estatísticas diferentes para você:

  1. Demora mais ou menos 90 dias para alcançar o topo da segunda página do Google. O YouTube, por outro lado, costuma ranquear os vídeos com base na performance deles nas primeiras 24 horas no ar. Em outras palavras, você pode chegar ao topo do ranking no YouTube em dias em vez de meses.
  2. Existem por volta de 525.000 podcasts ativos, enquanto existem mais de 1,8 bilhões de sites. Isso quer dizer que você vai ter menos concorrência para ouvintes para o seu podcast do que você teria para visualizações no seu site.
  3. Existem mais dispositivos do que pessoas móveis no mundo. As pessoas estão usando esses dispositivos móveis mais do que seus computadores, o que quer dizer que 60% das buscas do Google são feitas em dispositivos móveis. E todo mundo sabe que é mais fácil assistir a um vídeo ou ouvir áudio em um dispositivo móvel do que ler em uma tela pequena.

E aí, você vai começar um podcast e subir mais vídeos nas redes sociais?

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