Guga Kuerten: “Precisamos trabalhar a nossa convicção todos os dias” #RDSummit

Este post faz parte do RD Summit Live Show, a cobertura completa do RD Summit 2018. Além de artigos, teremos entrevistas com palestrantes, fotos, vídeos e mais durante os três dias de evento. Visite a página da cobertura e fique por dentro de tudo!

Manezinho da ilha, como são conhecidos os nascidos em Florianópolis (SC), o empresário e ex-tenista Gustavo Kuerten foi o último palestrante do RD Summit 2018. Com seu jeito descontraído, ele deu uma injeção de entusiasmo no público, que lotou o espaço com capacidade para receber 5 mil pessoas e se espalhou por outras salas com transmissão ao vivo.

Baseado na história da própria carreira, como a trajetória até se tornar campeão de Roland Garros pela primeira vez em 1997, Guga ressaltou a importância das pessoas saberem qual marca querem deixar no mundo e olhar com carinho para quem caminha junto delas nessa jornada. “Se você quer gerar impacto , é preciso também se dedicar às pessoas. São elas que farão a diferença na hora da encruzilhada, do tropeço”, disse. 

No início da carreira, Guga não tinha quadra, patrocínio nem verba, mas o tenista e o pai dele esbanjavam força de vontade. “Precisávamos ser disruptivo – vocês gostam dessa palavra, né? (risos) – se a gente quisesse mexer na nossa realidade”, disse. Ele também acrescentou que “a nossa trajetória foi feita por meio de laços, chancelas e convicção para seguir em frente.”

De acordo com Guga, a hora da recompensa chega. “É preciso sonhar todos os dias até que o sonho se confunda com a vida real pois se tornou realidade”, disse. Momentos bons e difíceis — como perder patrocínios importantes ao longo da carreira, no caso de Guga —  fazem parte do caminho, mas não se deve desanimar. “A gente pode ser o número 1 do mundo e a dúvida vem. Precisamos trabalhar a nossa convicção todos os dias”, completou.

Segundo ele, um dos grandes erros na história do esporte foi a crença de que para ser tenista todos precisavam ser campeões de Roland Garros. “Eu começo a correr hoje e, de repente, tenho que escalar o Everest? Eu esqueço todas as etapas que eu preciso para crescer, me adaptar e evoluir?”, provocou. Para logo depois refletir: “a gente sempre quer a recompensa, saber onde vai chegar, a ponto de querer tanta resposta que esquece de fazer. As etapas do caminho são fundamentais”

Por fim, deixou a mensagem ao público de que é preciso acreditar que chegarão aonde querem. “Com a tecnologia, vocês não têm mais fronteiras. A humanidade está cheia de capacidades. Perguntem-se: ‘o que eu quero deixar para o mundo?’”.

Marcadores:

Fonte

Deixe uma resposta