ARM promete superar Intel com próximos chips — e Macs podem se beneficiar com isso

Se você tem um dispositivo móvel, as chances são quase totais de que você tenha um aparelho movido por um processador projetado pela ARM. A empresa é responsável pela arquitetura que dominou o cenário mobile desde basicamente a sua origem, e os avanços a passos largos na arquitetura dos seus chips já estão colocando a empresa não só em pé de igualdade com a Intel, mas a ponto de superá-la — e eu estou falando de um terreno muito mais exigente, o dos computadores.

A empresa anunciou hoje seus planos tecnológicos para CPUs até 2020, falando de chips que poderão equipar tanto smartphones e tablets quanto laptops. O pulo do gato? A ideia é superar a performance dos processadores Core i5, da Intel, preservando a estrutura atual que exige muito menos da bateria e não gera tanto calor (ou seja, não requer um sistema de ventilação).

Mapa de tecnologia dos futuros processadores da ARM

Segundo a ARM, o Cortex-A76, já anunciado pela empresa e que será lançado nos próximos meses, tem performance similar ao Core i5-7300U, de 2,6GHz. Chips de arquitetura Deimos (7 nanômetros), em 2019, e Hercules (7nm e 5nm), em 2020, deverão superar com folga as opções da Intel com um requerimento energético significativamente menor.

As notícias são potencialmente animadoras para a Apple, que está às voltas com uma possível decisão de abandonar os chips da Intel em prol de processadores ARM, projetados em Cupertino com base na arquitetura da empresa — pense num MacBook com chip, digamos, “A15”.

Isso tudo, claro, não passa de especulação: certamente veremos laptops do mundo Windows chegando com processadores Snapdragon (ou de outras fabricantes) antes de um MacBook que abra mão dos processadores Intel — a ASUS é uma das empresas que já anunciou algo nesse sentido, inclusive. Fica a esperança, portanto, que a Apple tome o tempo necessário para aperfeiçoar a sua implementação da tecnologia e entregue um produto que una o melhor dos dois mundos — com poder de sobra e bastante autonomia energética. Será possível?

via Engadget

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