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Carbono compensado garante preservação da natureza

- 13/05/2012

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O conceito de pegada de carbono tem por objetivo demonstrar o impacto ambiental da ação de empresas e pessoas e visa promover a conscientização ao mesmo tempo em que busca alternativas para recuperar as áreas devastadas. Em Paraty o processo é coordenador pelo Laboratório de Estudos e Pesquisas em Artes e Ciências (Lepac), vinculado à Universidade de Campinas (Unicamp).
O projeto foi implementado em 2010 e as mudanças observadas são consideráveis. O coordenador do projeto, Thierry Cintra Marcondes explica que antes do projeto ser implementado eram registrados, anualmente, 100 incêndios ao longo da Estrada Rio – Santos, o que representa uma média de 300 hectares de floresta nativa destruídos.

Na medição do carbono compensando ao invés de substituir é feita uma estimativa do que está sendo destruída, e as pessoas são educadas de modo a dar mais valor ao processo de recuperação. Ele explica que a escolha das espécies é feita considerando aqueles tipos que tem o crescimento mais rápido de modo a conter os incêndios.

No caso do Virada Digital, os impactos calculados levaram em consideração a quantidade de pessoas e o tipo de deslocamento utilizado para que elas chegassem até aqui. Nesse quesito foram 64 árvores para recuperar as pegadas de carbono.

Desde a implementação do projeto, foram replantadas 4000 espécies nativas da Mata Atlântica. Nesse período o número de incêndios reduziu para 26. No entanto, para recuperar toda a área devastada será necessária o replantio de 40 mil espécies.
 

Representante do Lepac apresenta os cálculos para compensação de carbono.

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